Cancro próstata – rastreio preventivo

Cancro próstata – rastreio preventivo


O cancro da próstata é um dos tumores mais frequentes no homem, sendo o risco de desenvolvimento maior a partir dos 50 anos, sendo por isso o tema a abordar hoje. É a partir dessa idade que o rastreio anual se torna essencial, até porque a doença evolui, muitas vezes, de forma silenciosa. É uma doença que evolui de forma lenta e, se detetada em fase inicial, apresenta um bom prognóstico.

O cancro da próstata é um dos tumores malignos mais frequentes em homens com uma idade mais avançada, sendo que é a 4ª causa de morte por cancro no homem nos países ocidentais.

Na fase inicial, normalmente, não se manifestam sintomas, daí a importância do rastreio. Mas quando eles existem estão relacionados com a micção: necessidade de urinar com frequência (principalmente à noite), dificuldade em iniciar a micção, jato interrompido e dor ou ardor ao urinar são queixas comuns.

A idade é um fator de risco, mas há outros: Obesidade, a raça negra e os antecedentes familiares.


Evitar o cancro da próstata não é possível a 100%. Mas é possível a sua prevenção.

Para tal, é fundamental que o homem vença os receios associados ao rastreio, nomeada-mente os associados ao exame físico (toque retal) que é essencial na deteção de alterações na próstata.

É essa a mais-valia do exame físico – toque retal -, que permite identificar eventuais ano-malias na próstata, e de uma análise ao sangue para medição do PSA (o antigénio específi-co da próstata), uma substância produzida por esta glândula do aparelho reprodutor mas-culino e que, consoante os níveis no sangue, é indicador de determinada patologia.

Este antigénio é produzido normalmente para ajudar a tornar o sémen mais líquido. Ape-nas uma pequena quantidade circula na corrente sanguínea, pelo que níveis mais elevados do que o normal podem indiciar anomalias.


Estes dois exames – o toque rectal e a determinação dos níveis de PSA – são fundamentais quando o homem chega à chamada “idade da próstata” pois permitem detetar a doença precocemente e garantir que o tratamento é efetuado atempadamente, evitando o desenvolvimento de situações mais graves.

Prevenir passa também por uma dieta equilibrada, com consumo reduzido de gorduras e carne vermelha e aumento da ingestão de frutas e legumes, em particular do tomate, da melancia e da papaia, ricos em licopeno (composto antioxidante). Já da soja obtêm-se isoflavonoides, que inibem o crescimento das células malignas, propriedade também pró-pria das catequinas, presentes no chá verde.

É ainda importante reforçar o aporte de minerais (como o selénio e o zinco) e de vitaminas (como a E), através dos alimentos ou de suplementos dietéticos. A exposição ao sol, por potenciar a produção de vitamina D, é também positiva.

Pode sempre contar conosco para o esclarecimento adicional deste assunto!


Artur Pinhão

Farmacêutico

Abril 2020